6 de out. de 2011
Parceria Descentralização/SMC e Pepsi
4 de out. de 2011
DANÇAR
Pensar em dança remete aos primórdios do ser humano, quando este a descobriu com a finalidade de simplesmente abandonar-se ao infinito e sentir-se de fato parte do Universo. A dança existe em nosso meio como manifestação artística, ou como forma de divertimento ou cerimônia.
Não se necessita aprender passos elaborados e/ou codificados para se dançar, nem mesmo ter-se performances corporais excelentes para experimentarmos a dança, mas basta a entrega e deixar nos envolver por ela seja sozinhos, ou no coletivo.
A dança como forma educacional é repleta de desafios que em sintonia integra educador e educando num caminho bastante interessante de descobertas no ensino/aprendizagem. Hoje em dia é bastante comum pessoas adultas ou da terceira idade procurarem aulas questionando se existe dança para estas faixas etárias e se elas irão conseguir dançar, visto que a compreensão da dança em nossa sociedade ainda é marcada com referência principal no Balé Clássico, dança comumente, pela tradição de nossa “cultura”, ensinada às crianças (geralmente meninas) desde pequenas. Outra referência atual são as danças de caráter acrobático e/ou performático mostradas na mídia televisiva transmitindo a idéia de serem estas as danças que são válidas ou reconhecidas, inabilitando qualquer outra possibilidade.
É normal os alunos e alunas de amplas faixas etárias que passam a frequentar as aulas, inicialmente apresentarem percepção corporal, expressão corporal e sensação de ritmo pouco agusada. Boa parte destes fatos são atribuídos a vida cotidiana através de nossos valores “culturais”, ou seja, o que determinamos como hábitos para sobrevivência e o que consideramos adequado e motivador para vivermos a vida.
Pouco a pouco com a frequência nas aulas, o corpo dos alunos e alunas torna-se um “instrumento afinado” e passa a tornar-se prazeroso brincar e jogar com ele, assim como entrar em sintonia com o corpo dos colegas durante uma prática, é como organizar as conexões a fim de liberar o corpo e espírito para o êxtase que a dança proporciona. A partir de então, a criatividade e a liberdade são experimentadas conscientemente por um ser humano que afirma sua identidade, e a compreensão da essência da dança passa a ser transmitida e replicada de maneira simples e potencializada.
Marilice Bastos.
8 de set. de 2011
SEGUE A PROGRAMAÇÃO DO EM CENA NA PERIFERIA
Região 02 - NOROESTE
SINOPSE:
A peça é inspirada no folhetim de Carneiro Vilela, A emparedada da Rua Nova, que dá conta da história de uma moça que teria sido segundo diz a lenda, emparedada viva pelo próprio pai depois que este descobrira sua gravidez escondida, na Recife do final do século XIX. Na versão teatral da Trupe Ensaia Aqui e Acolá os elementos que renderiam um melodrama de circo ganham delicioso contorno paródico, através do contraste entre um gênero sério e seu tratamento em chave cômica. Referências à cultura pop dão o sabor desta comédia que resgata o conto do imaginário popular para fazê-lo reviver de maneira crítica e bem humorada. “O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas” foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2009; no Festival Janeiro de Grandes Espetáculos recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor espetáculo pelo Júri Popular, Melhor Maquiagem e indicado em outras quatro categorias: Melhor Figurino, Melhor Sonoplastia, Melhor ator (Jorge de Paula) e Melhor direção.
DATA: O8 SETEMBRO
HORÁRIO: 19:30HS
LOCAL: UNIDADE DE ENSINO ESPECIAL ULBRA CONCÓRDIA
ENDEREÇO: RUA CIPÓ, Nº 450 – BAIRRO JARDIM IPIRANGA
Região 03 - LESTE
SINOPSE:
Dirigido por Raquel Grabauska e apresentado pelo grupo Cuidado Que Mancha, o espetáculo reúne obras conhecidas do compositor alemão, misturando música e teatro. O fio condutor é dado pelo Maestro, personagem que, além de reger os músicos (e a platéia) apresenta as obras e as contextualiza. Tudo de forma lúdica, aproximando a criança do universo da música clássica.
DATA: 09 DE SETEMBRO
HORÁRIO: 16 HS
LOCAL: ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL ANTÃO DE FARIAS
ENDEREÇO: RUA BOM JESUS, Nº 505 – BAIRRO BOM JESUS
6 de set. de 2011
POA EM CENA DESCENTRALIZADO COMEÇA HOJE
Região 05 – NORTE
SINOPSE: Uma viajante/narradora com “uma mala só” percorre vários lugares, onde só a imaginação pode nos levar. Em cada lugar que vai, ela encontra uma história diferente.
A viajante arruma sua mala e parte de trem para a cidade do Vai e Vem onde encontra a história: A Menina que sonhava em Ser Bailarina, em que uma menina pobre sonha em ser bailarina e realiza seu desejo com criatividade e poesia. Depois, pega um avião que a leva direto para a Terra do Nunca e aterrissando na história: O dia em que Sininho salvou Peter Pan, uma criação a partir dos personagens do clássico Peter Pan, onde a fada Sininho acorda de um pesadelo e percebe que Peter Pan foi capturado pelo Capitão Gancho. Sininho sai pela Terra do Nunca para salvar seu amigo, enfrentando diversos obstáculos. Para voltar para casa, a viajante embarca em um navio e é na própria nau que se passa a última história do espetáculo, O Menino e o Mar, onde um menino que nasceu dentro de um navio vive uma aventura para salvar a embarcação das artimanhas e feitiçarias da Bruxa do Mar.
Ao chegar em casa nossa viajante percebe que sua bagagem esta mais cheia do que quando partiu e que quanto mais lugares , mais amigos, mais histórias se conhece mais a gente cresce.
O espetáculo tem atuação da atriz Elisa Lucas, que se reveza em narradora e personagens. A transição entre as histórias se dá através da trilha sonora composta por Vinicius Petry, criada especialmente para o espetáculo e executada ao vivo.
Faça sua mala e embarque nessa viagem!
DATA: 06 DE SETEMBRO
HORÁRIO: 15HS
LOCAL: EMEB DR. LIBERATO SALZANO VIEIRA DA CUNHA
ENDEREÇO: RUA XAVIER DE CARVALHO, Nº 274 – BAIRRO SARANDI
16 de ago. de 2011
O QUE FAZ UMA IMAGEM
As fotos desta página de internet mostram o quanto uma imagem é uma coisa estranha. Ao olhá-las, estamos vendo algo que não vimos: um pedaço do mundo que já passou, captado por um instrumento, e que, de uma forma misteriosa, se forma novamente na nossa frente.
Agora, ao observarmos as imagens produzidas por este instrumento, cada uma delas nos oferece uma reprodução daquele instante; uma cópia daquele pedaço de mundo. O que vemos, portanto, funciona como se fosse uma espécie de espelho anacrônico. Mas não só isso: também se oferece a nós como um documento irrefutável do que aconteceu, quer dizer: conta-nos uma história. Ou seja, trata-se, em conjunto, de uma autentificação daquilo que foi, como diria o estudioso da imagem Roland Barthes.
Entender o que faz uma imagem
Ao ser a reprodução daquilo que não pode ser visto ao vivo, a imagem adquiriu importância ímpar na vida da sociedade, como revela sua própria história (leia-se o texto da oficina de fotografia – orfanotrófio, neste blógue). No entanto, a atual proliferação de imagens a alçou a um grau de autoridade antes impensado. Isto é: as coisas parecem só passar a existir de verdade através da sua imagem – uma inversão, como já dizia o filósofo brasileiro Vilém Flusser.
O fato é que não há casa na qual não esteja um televisor ligado. Não há jornal impresso que não se venda pelas grandes fotos em todas as páginas. Não há filme que não pareça absolutamente verossímil. Em todos estes veículos de comunicação de massa, o que não há como negar é um ‘modelo’ – justamente através da força que a imagem toma – emanado à sociedade que a consome.
Como entender o que faz uma imagem
Portanto, parece ser através das imagens que aprendemos a nos comportar e a viver de determinado modo. O poder das imagens se torna tão forte, que é como se fosse a primeira socialização a qual temos contato, como mencionam os sociólogos Berger e Luckman. Isto é, passa a ser através das imagens que aprendemos a ser os seres humanos que nos tornamos.
A oficina de fotografia que acontece na Vila dos Pescadores, por isso, propôs tratar deste tema. Com a idéia de que “não somos uma imagem: a fazemos”, a proposta seria discutir este poder das imagens e tentar produzi-las de outro modo, mais autônomo. Inicialmente planejada para um público de jovens e adultos, a discussão precisou ser rearranjada para crianças. O atual resultado é um entendimento lento e repetido de que, com uma foto, fazemos três coisas:
- recortamos um pedaço do mundo,
- contamos uma história a partir dele e
- uma história que está dentro dos limites do quadro que é uma foto, ou seja, o ‘enquadramento’ daquele recorte de mundo.
Produção de fotografias a partir do entendimento do que faz uma imagem
Atualmente, depois de uma série de encontros em que novos oficinandos aparecem a cada aula e outros deixam de vir, e da realização de diversos exercícios de observação de imagens, algumas idéias das três recém citadas vão sendo entendidas.
Assim, está sendo possível planejar uma saída de campo para produzirmos imagens da própria Vila dos Pescadores. A proposta de que os próprios oficinandos façam as imagens deles mesmos (de seu lugar, e de seu tempo) passa a se concretizar. O trabalho, neste sentido, se junta ao da oficina de literatura, da professora Letícia Wolf, que pretende fundamentalmente construir um painel da identidade da Vila.
Veremos que na realidade as imagens produzidas pelos próprios protagonistas delas será construída.
André Dornelles Pares, agosto de 2011.
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