Sábado foi mais um dia de formação pedagógica para professores da rede municipal de ensino oferecido pela Coordenação de Descentralização da Cultura através do projeto Memórias da Escola. Estivemos na EMEF Dep. Marcírio Goulart Loureiro, localizado no Morro da Polícia (atual Alameda, antiga Chácara dos Bombeiros).
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| Inclusão e Acessibilidade: cadeiras-de roda para portadores de necessidades especiais. |
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| Biblioteca aconchegante: o livro como objeto lúdico. |
Sua História começa pela necessidade de oferecer educação os
filhos de bombeiros. É assim que a escola é construída, na chácara dos
bombeiros, local marcado por saibreiras no morro da policia.
No inicio são pequenos pavilhões pré-moldados de madeira
lembrando a planta baixa das antigas “brizoletas” (apelido dado às antigas escolas construídas no Governo Leonel Brizola). Hoje, vista através do distanciamento do tempo, a imagem está bem gravada na memória da comunidade quase como um símbolo da luta pela educação no local.
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| Atualmente, depois de intensa luta no OP (Orçamento Participativo), tem uma estrutura física exemplar contando, inclusive, com elevador para garantir a Acessibilidade. |
São muitos os projetos deste lugar que incentivam os valores
locais.Um exemplo é o mapa Multicultural da Micro região Alameda feito pelos
alunos da escola.
Se você quiser conhecer o morro da policia, já tem um guia que conta com informações
sobre cultura, lazer e esportes além de relacionar escolas e espaços de saúde e
segurança.
Na área ambiental, a escola conta com um projeto que
trabalha o patrimônio imaterial através do conhecimento tradicional das plantas
medicinais. São compostos medicinais produzidos pelos alunos.
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| ROSANE MARIA FLUCK: Foi uma manhã de intensa partilha. Os 43 educadores recuperaram partes importantes da história da escola num exercício de memória que trouxe à tona o inicio desta construção cultural. O tempo foi exíguo para resignificar as inúmeras ações e projetos docentes da EMEF Marcirio G. Loureiro, as praticas culturais que valorizam o patrimônio local e que se colocam como instrumentos de valorização da comunidade. Fica o compromisso da Descentralização da Cultura de dar continuidade a esta experiência com um trabalho a ser realizado com alunos e com a comunidade no segundo semestre através do Projeto Memórias da Escola. |
Depoimentos dos professores:
“Sinceramente não
estava muito interessada pelo termo
patrimônio. Automaticamente me remeteu a pichação. Depois, quando o diretor
explicou a respeito da Descentralização da cultura despertei para o tema e
fazendo parte desta comunidade enquanto cidadã (moradora) e professora na
escola amei fazer parte desta discussão. Foi uma maneira de dar “significado
maior” ao patrimônio cultural da cidade e da escola( enquanto espaço público e
cultural). Idéias que até então não conhecia “formalmente” - Profª Luciane
Munhoz Santiago.
“Abordagem muito
significativa, informações muito interessantes. Proporcionou interação,
discussão no grupo. As pessoas
resgataram memórias. Abriu espaço para o
relato de histórias pessoais e da
comunidade” - Profª Vera Lucio Damásio
“Dentre todas as
formações, essa foi a única que teve significado, conteúdo, envolveu os
professores e forneceu subsídios para futuros trabalhos” - Profª Rosane
Saint!Dennis Salomoni
“Parabéns pela
iniciativa deste projeto, qualifica nosso trabalho e resgata a memória da nossa
escola, do bairro, da cidade.” - Prof.
Hobber Werner Giorgetta Silva
“A formação superou
minhas expectativas. Foi um sábado muito agradável para conhecer o lugar onde trabalhamos
e suas histórias, pois no dia adia não conseguimos circular pela escola e ouvir as memórias de
um tempo em que não estávamos aqui” - Profª Helena Marichal
“Esta formação
colabora com nossa pratica em sala de aula porque acrescenta ao nossos projetos
pedagógicos e faz com que reflitamos
sobre o nosso papel enquanto sujeitos históricos em relação ao
patrimônio.” - Profª Márcia Maria Heinen Oliveira.