8 de out. de 2013

Dinâmica: O personagem e seu medo



João e seu medo de perder alguém querido

Em seu quarto silencia sem covardia na insonia pensa toda palavra é um pouco de silencio existir se destina  a felicidade ao desejo de ser feliz amar o inanimado porque se ama o que não SE CONHECE O QUE NÃO SE VÊ REVIVER OS AMORES QUE Tive e pedir desculpas pelos erros cometidos com pessoas que amou :
muito pretensioso Amizade, amor de verdade, tendo amizade se tem amor, amor mitológico e simbólico.

Inventa a vida escrevendo e lendo e decodifica o que é imposto. Adora as cores, confusão de cores, vermelhos quase laranjas alem do arco iris. 

Até agora mais sonhou do que realizou, o sonho pode se mudar o começo e o fim, mas, gostaria que os pais vivesse para sempre. RIR¨? riso não é presente ¨ se fosse viria embrulhado.

 Na noite o que mais gosta é o lado da melhor estrela, porque a noite é oculta, mas, dia com sol de preferência
Na hora da tristeza a alegria sempre respira pela musica adora o cheiro natural das pessoas, o talco, o cheiro do banho e por fim tomar e degustar um café.

Oficinanda: Helena Braga - Vila dos pescadores
Oficineiro: Diego Petrarca

DANÇA DO VENTRE

 O Corpo da Mulher pode ser investido por um olhar que possibilite o desenvolvimento de a narcisização do corpo para que este possa a ser visto de forma unificada. A dança do ventre pode ser estudada como uma ferramenta terapêutica para a elaboração de uma nova percepção do próprio corpo.
Oficineira Cristina Melnik





 
Oficinandas da Dança do Ventre, participam da criação de seus figurino, elaborados a partir de materiais de descarte, como cds, lacres de latinha, canudos plásticos e sobras de bijuterias


30 de set. de 2013

F Ê N I X



Dinâmica- Entrevistar o colega e transformar num personagem.

Fênix - Jane Rosa (Vila dos
Pescadores)
“ Existe um pássaro sagrado, cujo nome é fênix. Um pássaro com plumagem em parte dourado e em parte vermelho, é parecido com uma águia, é um pássaro único.Um pássaro da mitologia  grega que, quando morria entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das cinzas.”
É assim que conheci está ave / pessoa a espreita, em cima de um rochedo, de olhos tão ternos e suaves quanto aos da fênix que são altivos e ameaçadores.
Essa pessoa fabulosa a que vou chamar de chamar de Fênix, aquela que valoriza o amor e a amizade, e ainda o sonho de viver um grande amor, prefere o silencio, algumas músicas chama sua atenção, mas ainda prefere o silêncio. Define o caráter, como uma palavra que não se pode calar: “a pessoa tem que ter caráter, resume tudo, amor, amizade, tudo”. Um modo de desaparecer? Sair andando pelo mundo… ou voando como uma ave, é uma forma de desaparecer, mas viveria de novo, putz...não...são muito poucos…. o momento de voltar a adolescência e viver tudo diferente. 
Aquela que já riu muito, mas teve época de sua vida que sorria por nada, e as pessoas perguntavam porque ri a toa? Ave sorri!!  Esta pessoa acha que a vida não se inventa, ela se cria sozinha assim como a fênix. Medo, não parece ter...mas tem, de morrer afogada, atropelada, e o pior de todos, a rejeição. Vermelho alaranjado como a cor de suas asas, assim como o por do sol, quando o sol fica vermelho e depois fica alaranjado.
Como ave não, mas como pessoa gosta do cheiro de café do café, porque é inebriante e o perfume dos filhos, gostaria de usar esse perfume, para poder sentir o cheiro deles o tempo todo, como debaixo de suas asas. Gostaria de fugir, ter um canto só seu, para poder fugir quando quisesse... assim como a fênix que muda de espaço..e é livre…
Como pessoa, suas horas de insônia, escrever, mas não escreve, só pensa...na madrugada, imaginar que o dia vai nascer perfeito, alvorada, sol, calor, sem chuva, sem vento, sem problemas….e sair voando...
As vezes como pessoa: “eu paro pensando nisso, viver pra que? crescer? casar? ter filhos? netos...pra que? Queria só ficar a espreita do mundo….como a fênix….que prefere a noite, porque como pessoa eu “prefiro a noite”. Como pessoa “ ver teus filhos formados, não é para qualquer um, mas gostaria de viver um novo sonho, fazer uma longa viagem com seu marido, já que não pode mudar ele como pessoa. Como desejo impossível gostaria de ter $ para que “possa fazer as coisas do seu jeito”, “do jeito que eu quero”, só ganhando na loteria, “mas eu continuo jogando”.No passado não teria parado de estudar, “eu gostaria de encontrar alguém do passado”.... Que traz saudades de seus melhores beijos em que deu no marido…. Saudades de alguns domingos em que visitava uma grande amiga…

11 de set. de 2013

A CONTADORA DE HISTORIAS



Dinâmica de criação: Entrevistar um colega e apresentar um personagem com as respostas do entrevistado. 

A contadora de histórias que conheci estava num lugar idílico, sentada no meio da relva de um campo de trigos, onde além de e sentir uma leve brisa outonal, se podia estrar dela o seu medo da solidão, mas também transmitia uma amor suave e terno. Chama-se Clara,  etão clara, eram suas lembranças, que começou ali mesma a narrar sua história: um passado no qual "lembrava das viagens que fiz com meu pai em pequena, até me casar, e as viagens que faço até hoje com meu filho, ela diz." Essa contadora de histórias diz que "a vida não se inventa, nasce feita, nasce escrita, traçada, teu destino é esse". A sua cor preferida é o amarelo, "como meu signo" , diz el, gosta também do ranco, embora use muito preto. Gosta do cheiro de terra molhada, pelo primeiro pingo de água da chuva e do cheiro de estrume de vaca no campo. Andando de bicicleta com seu neto, Clara diz: me traz uma lembrança... 

Além de contar  histórias, gosta de fugir vendo filmes ou dormindo, e as horas de insônia, diz, ela "é quando escrevo, invento poesias. Ama o lado da noite de estrelas, "para poder viajar entre os planetas na estrela Dalva e tomar chá com as 3 Marias". Clara gosta da noite, da música, e valoriza a amizade, e carinho é uma palavra que não se pode calar, assim como a mágica que faz desaparecer. Essa contadora de histórias gostaria de morar em Florianópolis, para  poder passear na praia todos os dias e ficar em Floripa para rever seus familiares, viajar muito, porque, diz ela: "adoro viajar e ser inconstante" assim como seu desejo impossível de volta aos 25, 30 anos que foram maravilhosos.

Em pausas ofegantes... muitos sorrisos, centenas de milhares, aliás, porque, diz ela: "adoro sorrir", porque sem sorrisos a vida é muito triste". Sonhos, já realizou alguns, pequenos, nenhum de grande vulto: pintar, escrever um livro e cantar. Essa mulher adora beijos, beijar  muito todas as pessoas que estiverem precisando naquele momento e ainda diz que tem o privilégio de existir. Aqui, acaba meu encontro no meio de um campo de trigos, com uma suave brisa e ouvir tão bela história.  

 Jane Rosa - Oficina deLiteratura - Região Sul - Vila dos Pescadores
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10 de set. de 2013

AMOR FEINHO



Dinâmica de criação: Apresentar um amor pela diferença, pela estranheza, mas ainda com carinho.  
A partir do poema Amor feinho, de Adélia Prado.

Ele é horroroso quando me ignora
é cruel quando me deixa esperando
é falso quando diz que me ama
no sábado à tarde quando lavo,
compulsoriamente,
a cozinha e a varanda
tenho vontade de virar o balde,
na sua cabeça loira
tenho vontade de jogar o pano
no seu rosto bonito
as horas passam, a limpeza já está feita,
e ele é uma ausência concreta
ele é feio, por dentro e por fora
são muito feios os seus lindos olhos azuis
também é horrível seu sorriso cativante,
mas vai ficar maravilhoso.
Quando, enfim, ele chegar.

Silvia Agnes - oficina de Literatura - Região Cristal - Clube de Mães do Cistal
Oficineiro Diego Petrarca